quarta-feira, 29 de abril de 2009

Realidade

Hoje estou meio eufórica por ter tido um dia extraordinário e por ter percebido que se tratava de um dia incomum enquanto ele ainda acontecia. Não vou corrigir os possíveis erros desta entrada agora, talvez nem mais tarde eu faça isso - apenas vou escrever sobre o dia de hoje antes que ele se perca inteiro dentro de mim e eu já não consiga mais distinguí-lo.
Hoje eu saí de casa bem cedo, fui para a faculdade, entreguei todos os trabalhos antes do prazo (!) e fui uma aluna incrível mas matei metade da aula para ir a uma entrevista de emprego em um lugar bacana; suei, fui contratada; suei, andei de ônibus, andei a pé, aceitei ajuda de estranhos, pedi ajuda a estranhos, me perdi e me achei.



Hoje eu voltei pra casa e estudei por várias horas. Dei aula a tarde toda. Planejei a próxima semana e o restinho desta.
Hoje fiquei feliz porque um amigo está se apaixonando e parece estar sendo correspondido. E fiquei feliz porque estou aprendendo um novo idioma, estou estudando, pensando, dançando como uma louca sedada e não me sobra tempo para arrumar meu armário. Não me sobra tempo para pensar bobagens, apenas para falar, hihihi...
Simplesmente não me sobra tempo e não estou preocupada, não quero que sobre, não permito que sobre.

sábado, 18 de abril de 2009

Saudade?


"...ora eis que embora outro dia, quando o vento nem bulia e o céu o mar prolongava
à proa de outro veleiro, velava outro marinheiro que estando triste cantava..."





Tem horas em que tudo o que eu quero é que a minha vida dure pra sempre. E tem horas em que eu só quero que ela acabe logo.
Agora, no entanto, eu juro que quero essas duas coisas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A hora do planeta



Quanto a mim, estarei na penumbra deliciosa do Teatro Polytheama, ao som do Yamandu Costa, que marcará o início da temporada Astra-Finamax 2009 (a.k.a. Alegria de velhinhos e juventude jundiaiense que prestigia tudo o que é acima da média dos eventos "culturais" que vêm pra cá). É bom não precisar procurar diversão fora da cidade em todos os finais de semana do ano.

segunda-feira, 23 de março de 2009

cores X p&b

























Folha de SP, "Ilustrada", 23/03/09:
Emanoel Araujo tira cor de retratos consagrados

O capítulo "Walter Firmo em Preto-e-Branco", de "Brasil - Imagens da Terra e do Povo", traz fotos que foram consagradas em cores, como a de Pixinguinha que ilustra esta página. A opção foi de Emanoel Araujo, que foi o organizador do livro.
Firmo faz questão de não polemizar, mas assume que não gostou, por ver um "problema autoral". Diretor do Museu Afro Brasil e amigo do fotógrafo há muitos anos, Araujo diz que queria fazer um "contraponto".
"A fotografia em preto-e-branco do Walter nunca é visível, pois a cor nele é muito expressiva, luminosa. Talvez seja o fotógrafo brasileiro que usa melhor a cor. Queria ver como as fotos em preto-e-branco aparecem. E elas aparecem muitíssimo bem", afirma.

Mais mistério
Araujo destaca a série de fotos de 1966 da então desconhecida modelo Marina Montini, depois musa do pintor Di Cavalcanti. Está no livro em cores, como ficou mais conhecida, e em preto-e-branco.
"Ela ganhou um meio-tom que, de certa forma, a deixou mais misteriosa do que em cores. Não quero ser conservador, mas a cor às vezes subtrai a tensão da fotografia", diz ele, também responsável pela mostra de fotos de Firmo em cartaz no Afro Brasil.
Foi Araujo, também, quem decidiu que o livro abriria com um ensaio sobre São Paulo. Sob encomenda, Firmo foi às ruas da cidade em 2007. Um motivo forte da decisão é que o livro foi editado pela Imprensa Oficial do Estado, com recursos do governo estadual.
"São Paulo sempre fica preterida, talvez por não ser fotogênica, ou por ter uma fotogenia mais espartana, menos colorida, menos folclórica, menos tudo", justifica Araujo.
BRASIL - IMAGENS DA TERRA E DO POVO
Autor: Walter Firmo
Editora: Imprensa Oficial do Estado
Quanto: R$ 190

WALTER FIRMO EM PRETO-E-BRANCO
Quando: de ter. a dom., das 10h às 17h (até 29/3)
Onde: Museu Afro Brasil (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, parque Ibirapuera, tel. 0/xx/11/5579-0593)
Quanto: grátis

terça-feira, 17 de março de 2009

É uma dor bem aqui

- Quando começou?
- Sexta à noite.
- Sofreu algum impacto nessa região?
- É possível, porque tenho feito muita atividade física.
- Perda de apetite?
- Não.
- Algum sangramento?
- Não.
- Alguma possibilidade de estar grávida?
- Não, nenhuma.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Livin' La Vida Loca

Cansada demais para escrever qualquer coisa que preste.
E realmente tenho coisas boas para contar, só não tenho como fazer isso no momento.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Filmes estranhos

Qual o filme mais estranho que você já viu?
Ontem a tv Cultura passou Pele de Asno, que é a adaptação de um conto de fadas do Perrault - um conto de fadas pesadinho, aliás, porque o rei quer se casar a qualquer preço com a princesa, sua filha.



Apesar do argumento incestuoso e do andamento brusco (no estilo "vamos cortar algumas sequências, porque nosso orçamento estourou"), o filme tem cenas esteticamente lindas e não chega a ser esquisito, mas é com certeza pitoresco: mangas bufantes, leggings, humanos com cabeça de animais (hummm...) cavalos vermelhos, homens azuis e soluções totalmente piradas! É ambientado em algum período do século XVII, no máximo XVIII, a protagonista bate manteiga em casa e nem tem colher para mexer a massa do bolo que está preparando; entretanto, eis que, na última cena do filme, o rei surge com sua nova esposa a bordo de um... helicóptero!

Certo. Meu voto para o filme mais estranho que já vi vai para Mistérios e Paixões (Naked Lunch), do David Cronenberg. Gosto dele, me surpreendeu muito na primeira vez em que assisti, tem um visual surrealista e me fez meditar sobre uma série de dilemas relacionados a escritores. Mas é tão bizarro que é quase absurdo.