terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Altos e baixos, para todos

No último sábado fiz um bate-volta até São Paulo, queria conhecer a feira (e o bairro) da Liberdade e dar uma volta no centro sujo e fedido.
Foi lá perto dos arranha-céus bancários que ele apareceu, todo desbotado, detonado, trancado e com cara de poucos amigos: o edifício Sampaio Moreira. Fiquei deslumbrada com as sacadas de diferentes tamanhos e a fachada assimétrica, com acabamentos distintos entre os andares e, lá no topo, o charme definitivo de um terraço inicialmente destinado a abrigar uma casa de chá.
Daí logicamente quis entrar, mas só pude imaginar como é por dentro - estava, como disse, trancado, e só havia uma mercearia no térreo, funcionando a pleno vapor. Achei umas páginas com informações bacanas (imaginem que o elevador é movido por uma alavanca dourada, campainha ao invés de painel de chamada e portas manuais, claro; artesanal, o lindo) e encontrei também descrições do saguão de entrada.

É. Não me interessa muito subir no prédio do Banespa, nem ver o futurismo arquitetônico do Instituto Tomie Ohtake. Eu quero ver sacadas enferrujadas, colunas escurecidas, pintura descascada, o piso solto pelos pés que zanzaram por lá ao longo dos anos. Quero os edifícios esquecidos, espremidos entre prédios modernos, enjeitados pela própria família. Quero dinheiro para abrir a casa de chá no terraço.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A Doce Vida

Desde dezembro estou no maior entusiasmo, porque a cada semana um amigo que estava em outra cidade ou país me ligava dizendo que viria passar as festas/férias em Jundiaí, junto da família. Aí foi só alegria: festas nos finais de semana, cafezinhos e reuniões durante os outros dias.



Mas dezembro e janeiro acabaram e quase todos já retomaram seus postos em suas terras. Agora, eu e meia dúzia de gatos pingados ficaremos aqui, abandonados e mal-acostumados outra vez, só porque os estrangeirinhos retornaram à uma vida que também pode ser a nossa, a médio ou longo prazo - porém, tendo que ouvir que um pouco de saudade faz bem para quem vai e para quem fica.
É, eu sei, fica parecendo uma relação obsessivo-possessiva, mas juro que não é nada disso - quero mais é que eles alcem voos cada vez maiores, cresçam e apareçam. Só não consigo disfarçar o quanto gosto quando vivemos como a turma do Barbapapa, andando grudados num bloco só, pra lá e pra cá.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quase nada assim tão dramático



(clique na imagem para ampliar)

"Quase nada", de Fábio Moon e Gabriel Bá, todo domingo no caderno Ilustrada do jornal Folha de SP.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Em fevereiro.

Em fevereiro.


Sempre que um grupo de pessoas está diante de um televisor e é noticiado um um fato ruim se ouvem comentários como “isso é o fim do mundo!”, “a humanidade está perdida!”, entre outras pérolas.

Particularmente penso que sempre se terá a impressão de que vivemos o pior (ou melhor) momento da humanidade. Hoje, o problema de 50 anos atrás pode nos parecer extremamente simples, mas na época não era; assim como os de hoje irão parecer fichinha daqui 50 anos. O tamanho do problema é proporcional ao progresso, ou pogréssio, como diria o genial Adoniran Barbosa.

Atualmente muitas dúvidas perturbam o mundo: “Quando os conflitos da faixa de Gaza vão terminar?”, mas por sorte vivemos em um país tropical. “Quais vão ser os efeitos da crise mundial?”, mas por sorte nosso país é abençoado por Deus. “Ronaldo, o fenômeno vai recuperar a forma e voltar a ser um goleador?”, mas por sorte, nosso país ainda é lindo por natureza. Tudo isso sem falar da fome...

Mas toda essa preocupação é em vão, afinal ainda estamos no começo do ano. O presidente eleito dos EUA ainda nem tomou posse, na terra querida Jundiaí podemos ter novas eleições pois ninguém ainda sabe se a de outubro passado valeu, ainda nem saíram os resultados da Fuvest 2009....

Porém só precisamos nos preocupar com isso lááááááááááá em março. Por que não em fevereiro ? Porque em fevereiro, tem carnaval.


ps: Adoro Jorge Ben Jor e também tenho um Fusca. Respeito muito o carnaval, ainda mais depois de conhecer o seu Leandro (de Itaquera) e o ilustre seu Nenê (de Vila Matilde, é claro), porém vou passar o mês de fevereiro da Terra do Gelo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quase nada assim tão bonito


(clique na imagem para ampliar)

"Quase nada", de Fábio Moon e Gabriel Bá, todo domingo no caderno Ilustrada/ Folha de SP.