quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Propostas, promessas


:-D

Lista de planos que tinha feito em dezembro de 2007, tendo em mente minhas metas para o ano de 2008 (devidamente seguidas pelo resultado, uma prestação de contas a mim mesma):

1) Fazer atividade física
Fiz bastante, sem querer largar tudo após três meses. Tudo muda quando se exercita por prazer, não pelo bem da sua saúde, etc, etc. Musculação é simplesmente o resto da vida, me dói pensar nos anos que perdi com ela.

2) Investir na minha carreira de tradutora
Estou movimentando essa área, mas ainda não tá satisfatória... vou precisar de pelo menos mais um ano para concluir essa.

3) Ir à missa toda semana
Uma meta totalmente altruísta, à qual me comprometi apenas para deixar meus pais contentes. Porém, na época da Semana Santa, algo muito ruim aconteceu e só veio confirmar algo que era verdade pra mim já há muitos anos: Religião é bem mais do que Igreja, e igreja não necessariamente significa Religião.

4) Ler e estudar bastante árabe e espanhol
Estudei porcaria nenhuma.


5) Me envolver com algum tipo de arte; pode ser pouca, mas constante

É, complicado. Escrevi algumas coisas, pensei, dancei, mas sou melhor como espectadora, acho.

*

Já tenho algumas metas pra 2009, mas só falarei delas daqui a um ano. Ou não.
O melhor de tudo é que muita coisa acontece nesse espaço de tempo, coisas que felizmente transcendem, e muito, as metas; por isso é bom não ser muito ambicioso ou se ater demais a planos.

De qualquer forma, é só um trecho de tempo - assim, 2008 foi muito ruim e muito bom, mas acima de tudo foi um ano intenso como poucos, em grande parte porque eu trabalhei para que fosse intenso. Exigi bastante de mim e dos outros, mais do que de costume. Desejo a todos um 2009 de muita paz, saúde, amor e conquistas. Amo vocês, divirtam-se ^_^

sábado, 27 de dezembro de 2008

A mão esquerda da escuridão

Sei que em dezembro fiquei absurdamente ausente do blog, por estar ocupada com trabalho e outras coisas, o que torna no mínimo estranho eu aparecer por aqui em pleno dia 27 para postar. Mas o fato é que eu precisava vir escrever agora, "no calor da hora", para falar a meus queridos leitores quão grandioso é o livro "A mão esquerda da escuridão", que acabei de ler hoje.
Escrito pela norte-americana Ursula K. Le Guin (página oficial dela aqui, meio zoada), é um livro geralmente definido como ficção científica; porém, assim que você passar os três primeiros capítulos, sentirá que é muito mais do que isso - é também sociologia, inventividade, psicologia, mitologia e ,claro, ciência, engenhosamente trabalhadas em uma narrativa de extrema qualidade, mas nem por isso difícil ou afetada. Enfim, recomendo muito que leiam, divirtam-se, meditem e depois me digam como essa mulher pôde escrever tal obra em 1969 (e em menos de 300 páginas).
Li a edição da editora Aleph, que, embora seja muito bonita, tem alguns deslizes na revisão e um raio de uma fonte que torna tudo mais difícil para o leitor (principalmente o leitor míope), mas meu exemplar está à sua disposição.
Há muitos anos não lia um livro que me pegasse tanto. Depois de um tempo envolvido com a ficção, é natural que ela se torne previsível ou que não dê mais prazer para quem desfruta dela (como ocorre com quase tudo nesta vida, aliás); hoje, entretanto, estou completamente consumida e arrasada, porque o livro acabou. Vida de nerd é muito ridícula.

"Em algum trecho do diário que Estraven escreveu, durante nossa longa e difícil travessia do Gelo Gobrin, ele se pergunta por que seu companheiro tem vergonha de chorar. Poderia ter-lhe dito, mesmo então, que era mais medo do que vergonha. Agora atravessava o Vale Sinoth e entrava no território frio localizado além do medo. Lá, descobri que se pode chorar à vontade, mas de nada adianta".

sábado, 13 de dezembro de 2008

5 bons discos de 2008

Odeio rótulos como os 10 melhores, os 12 imperdíveis, etc…Não afirmo que esses são os 5 melhores discos de todo o mundo no ano de 2008, são apenas os 5 que mais me agradaram.

Reason to Believe – Pennywise
Fiquei muito feliz quando uns dois meses antes do lançamento oficial do disco a banda colocou um vídeo o Myspace onde o guitarrista Fletcher falava que em breve todas as faixas estariam disponíveis pra download em ótima qualidade e “with no bullshit”. Assim eles o fizeram, e incluíram até o encarte em alta resolução. O resultado foram 600 mil downloads em 2 semanas. Para uma banda que se recusa a aderir os padrões MTV isso é uma excelente marca.
Mas o fato é que o Pennywise continua com a corda toda, letras cada vez mais inteligentes e instigantes. Confesso que ouço o disco todo pelo menos duas vezes por semana. Ainda bem que existe o Pennywise pra mostrar que o hardcore californiano não é só blá blá blá. Para deixar no repeat: Western World, We’ll never know e One Reason.

Motörizer – Motörhead
Motörizer deve ser o 27o (!) disco do Motörhead em 33 anos. Pois é, para os fãs ardentes das bandas de Internet, 33 anos é uma medida de tempo inimaginável. A grande pergunta é como Lemmy, Phil e Mikkey conseguem continuar com a banda apesar da idade (Lemmy tem 63 anos). Lero lero a parte, Motörizer é rápido, pesado e sujo, enfim, é Motörhead. Nada de modismos, nada de experimentações, nada de ter uma músiquinha meio diferente, nada que não seja rock and roll. Se quando a banda fez 25 anos o slogan era “25 and alive”, aos 30 era “30 and dirty”, mal posso esperar pelo de 35! Para deixar no repeat: Rock Out, Runaround Man, e Buried Alive.


Nothing to Prove – H20
Apesar de ser apenas o quinto album do H2O (e o segundo da década) os caras de fato não tem mais nada a provar. Toda a banda sempre esteve engajada no New York Hardcore desde o ínicio dos anos 80. Algo muito positivo é o disco ser repleto de participações especiais de todas as figurinhas carimbadas do NYHC. Depois do último disco, “Go!” eles resolveram dar um tempo para criar os filhos e agora voltaram com tudo, se você ouvir qualquer música de Nothing to Prove certamente irá achar que se trata de uma banda de adolescentes, nem parece que todos beiram os 50.
Para deixar no repeat: Nothing to Prove, A thin line, e What Happened.




Black Ice – AC/DC
Sobre o AC/DC não são necessários comentários. Definido isso, vamos ao disco. Depois de 7 anos sem soltar um música inédita, Black Ice chega com 14 petardos do bom e velho (leia-se velho com carinho) rock and roll. O disco é de 2008, mas poderia perfeitamente ser de 1998, 1988…se tratando de AC/DC isso é ótimo. Se ainda não ouviu, ouça. Tudo bem que não existem muitas músicas rápidas no disco, mas quem se importa? Para deixar no repeat: Rock n’ Roll Train, Rocking all the way, e Wheels.





State of Grace – Street Dogs
Quando Michael McColgan deixou os vocais do Dropkick Murphys para seguir a carreira de bombeiro na cidade de Boston, em 1998, muita gente achou que era o fim dele. Porém ele reapareceu com sua nova banda, o Street Dogs, em 2003. State of Grace é o quarto disco de estúdio da banda e mostra canções ainda mais elaboradas e vibrantes. O fato de todos na banda serem músicos experientes ajuda muito, quando se ouve o álbum pela primeira vez temos a impressão de que eles tocam juntos há décadas. Para quem já está de saco cheio de bandas de rock mela cueca, State of Grace é um boa pedida. Para deixar no repeat: Mean Fist, Two Angry Kids e San Patricius.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Divertssement



Se você estiver em Jundiaí, se você estiver desocupado no próximo domingo e nem assim puder disponibilizar 1h30 do seu precioso tempo para ver nossa apresentação de dança, então você será convidado a se retirar deste blog. Vacilou na apresentação que custou R$5,00? Que pena, agora terá de pagar R$10,00 ^_^

De novo, precisamos lotar a casa, porque a apresentação é em benefício do Jonathan. Agradecemos muito a todos que puderem colaborar!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Você viu?

Acabou de sair, e até estou a fim de ler, um livro que narra episódios da História do Brasil segundo relatos de pessoas que vivenciaram os episódios narrados. Ou seja, um livro de História bem diferente dos que usamos na escola, principalmente por não ser um livro condicionado ao ponto de vista do escritor.
Brasil - A História Contada Por Quem Viu (organização de Jorge Caldeira, editora Mameluco, R$59, 656 páginas, aaaaafe...) oferece perspectivas múltiplas e muito pessoais; portanto, recortadas segundo a memória e formação de cada colaborador.
Tenho lacunas enormes e muito desagradáveis em História, talvez uma abordagem como a desse livro pudesse resolver algumas coisitas. Os acadêmicos devem ver esse procedimento com péssimos olhos, claro, mas fico com a sensação de que seria como um amigo seu voltando de Santa Catarina e te informando de toda a tragédia decorrente das tempestades que ele viu, o que, aliás, também se aproxima muito das coberturas jornalísticas. Pode não ser a voz perita de um historiador que pesquisou e estudou muito seu campo e outros historiadores a vida toda, mas é justo sonegar toda e qualquer credibilidade de pessoas que presenciaram e vivenciaram certos fatos? E, talvez mais importante ainda, é justo conceder toda e qualquer credibilidade à(s) mídia(s) mais favorecidas?