Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de maio de 2010

A favor e contra a corrente


Hoje a titia quer contar uma história, principalmente porque não desejo esquecê-la tão cedo.
Estava estudando umas cousas ontem e acabei caindo no nome Thor Heyerdahl, que deve ter sido uma pessoa fascinante. Em 1947 ele construiu uma balsa a partir de um modelo pré-histórico e, com ela, cruzou o Pacífico porque queria provar que os primeiros polinésios poderiam ter imigrado via América do Sul - ou seja, via meio hemisfério de água - e não pela Ásia, hipótese defendida pelos arqueólogos da época. Thor começou sua expedição porque, antes, estudando o oceano da região, deduziu que as correntes do Sul favoreciam a locomoção, embora representassem uma longa jornada do Peru até a Polinésia.

Os acadêmicos ridicularizaram essa ideia e criticaram o Thor, primeiro porque ele não tinha nada que se infiltrar em arqueologia, se era um zoologista; e, segundo, porque apresentou uma teoria audaciosa ao público sem submetê-la à academia.
Daí fiquei pensando em todas as pessoas que têm algo pra dizer e não conseguem, por causa de motivos idiotas como estes. Pensei na comunidade acadêmica brasileira e no que (não) consegui fazer através dela, no quanto eu e tantos outros fomos "podados" - não que eu tenha grandes coisas a dizer, muito pelo contrário. E pensei no Thor com muito carinho, quando li algo que ele disse sobre esse meio:
"(...) me deixou a convicção de que há algo de errado na ciência. Há tanta informação hoje em dia que, para fazer qualquer progresso, você é forçado a se especializar e qualquer tentativa no sentido de condensar é impossível e depreciada, enquanto que eu sempre procurei saber como as coisas se relacionam umas com as outras. Lamento pelos milhares de jovens que são esmagados por ortodoxias científicas antes mesmo de terem uma chance de avançar em suas próprias ideias".

Será que é por isso que eu tenho tanto receio das minhas ideias? Será por isso que defender minhas ideias já não me faz tanta diferença?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Livin' La Vida Loca

Cansada demais para escrever qualquer coisa que preste.
E realmente tenho coisas boas para contar, só não tenho como fazer isso no momento.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Segredo para ninguém

Na última sexta-feira, tomando um café na estação, antes de voltar pra casa, o dono do café tenta me convencer de que a moça que está a uns 5 metros longe de nós é "a Raica-não-sei-o-quê, que namorou o Ronaldinho e vem sempre aqui, tenho certeza que é ela...". Bate um ventinho gelado, a atendente está lavando louça e de repente começa a espirrar.

DONO: Ih, você vai gripar!
ATENDENTE: Deus me livre!
DONO: Vai sim. Quando eu começo a espirrar, é gripe ou alguma mulher usando aquele perfume... como chama?
ISABELLA: Victoria's Secret?
DONO: Esse mesmo! O treco é forte e enjoativo até não poder mais.
ISABELLA: Concordo com você, é horrível! O pior é que virou moda e elas usam o creme hidratante com o perfume ao mesmo tempo...

Foi muito bom ter ouvido isso de pessoas desconhecidas, porque eu achava que, além de minhas rabugentices costumeiras, estava desenvolvendo uma implicância com cheiros: de fritura, de cigarro, de suor, de gente fedida e também do oposto, gente excessivamente perfumada, virtuoses de borrifadores. Fiquei mesmo feliz, quem sabe esse boca a boca faz as pessoas começarem a se mancar? \o/

Nada de links para a marca citada, porque seria desserviço completo. Mas votem na enquete ;-)

Essa postagem é um protesto para que vocês, mulheres, não caiam na tentação de comprar Victoria's Secret só porque é importado e tá todo mundo usando. E para que vocês, homens, não caiam na besteira de comprar qualquer perfumaria dessa marca para suas amadas. Confiem em seus narizes e em seu bom senso: se nem no inverno brasileiro mais rigoroso uma fragrância da Victoria passaria despercebida, pensem no desastre ambiental que toda essa doçura provoca sob nosso verão intenso.

Gente cheirosa é o que há, mas não queira dominar o ambiente com seu perfume, seja ele nacional ou importado - é crueldade demais. Não tem segredo: em países tropicais, água, sabonete e colônia para sempre.

sábado, 15 de novembro de 2008

Dois momentos

Notícias exibidas no Jornal Hoje do dia 14 de novembro de 2008, que eu acabei assistindo durante o almoço:

1) Jovens israelenses se recusam a servir o exército

Tamar, Omer e Mya se recusam a colaborar com o exército israelense na ocupação de territórios palestinos. Acontece que Tamar, Omer e Mya são meninas, e muito bonitas, aliás. Mas isso para elas não faz a menor diferença - elas são politizadas, estão buscando a abertura de um diálogo, porque sabem que o tempo de guerra e ocupação já devia ter acabado há tempos. Não querem que o país disponha dos melhores anos delas, de seus amigos, amigas e namorados num debate egoísta e mofado.
Enquanto elas tentam conscientizar o exército e as pessoas ao redor delas, são presas praticamente toda semana: o exército as coloca atrás das grades, libera depois de um tempo, faz uma nova convocação e, como elas mantêm sua posição, voltam para a cadeia. No próximo domingo deve acontecer a próxima detenção dessas moças.

2) Concurso "Garota da Laje" pára o centro do Rio
Vocês já sabem do que se trata: um concurso para eleger a garota mais bonita do grupo que se bronzeia na cobertura de concreto da casa. Elas tomam sol, se esquentam bastante, se refrescam com uma mangueira, os vizinhos assistem e as esposas dos vizinhos ficam pra morrer. Para a eleição, as moças fizeram um passeio pelo centro da cidade minimamente biquinizadas, se exibindo pelos bares, praças e afins. Homens tirando fotos no celular e dando seu veredito: "Vou fazer uma laje na minha casa e alugar elas todas por uma tarde inteirinha". Alugar, justamente.

Uma notícia veio seguida da outra, nessa ordem. Primeiro um peso desgraçado, depois algo dito "mais leve", tão leve que praticamente flutua e se perde no céu.

Não precisaria escrever mais, se não quisesse. Não é bom generalizar, mas a mulher brasileira tá cada dia mais burra, degradada e sinto muita vergonha disso tudo. Não que os homens estejam num patamar muito melhor, mas sei lá... quando eu vejo humanos fazendo e falando tanta sujeira, me sinto ofendida. Quando eu, como mulher, vejo mulheres descendo tanto, lamento um pouco mais, pensando no ponto a que as lutas do movimento feminista chegaram.

Penso, com admiração e tristeza, na luta sincera das garotas israelenses que se sujeitam ao exército por integridade, entregando somente aquilo que não podem mais deter. Vocês decidem qual desses momentos é céu e qual deles é inferno, se conseguirem. Eu não quero mais.