
Essa postagem é para o Mateus, e só para ele, que também ganhou uma postagem original há alguns dias e que provavelmente ganhará outras.
Lamento sem fim


"(...) me deixou a convicção de que há algo de errado na ciência. Há tanta informação hoje em dia que, para fazer qualquer progresso, você é forçado a se especializar e qualquer tentativa no sentido de condensar é impossível e depreciada, enquanto que eu sempre procurei saber como as coisas se relacionam umas com as outras. Lamento pelos milhares de jovens que são esmagados por ortodoxias científicas antes mesmo de terem uma chance de avançar em suas próprias ideias".
"Considerando as experiências que já tive como professora, vejo o atual momento do Christian como extremamente precioso; são momentos assim que podem fazer uma pessoa descobrir muito sobre si mesma e sentir prazer com essa descoberta de algo que nem sabia existir dentro dela. Pedagogicamente, o entusiasmo seria o momento em que grandes feitos seriam obtidos através da dedicação e interesse que o aluno está oferecendo; é o momento em que ele se entrega totalmente, por vontade própria. Penso que o professor que não alimenta essa entrega comete um crime ideológico, pois não só desilude emoções sinceras que ele mesmo conseguiu despertar, como também acaba por conduzir este aluno a um caminho de apatia do qual será muito mais difícil retirá-lo em uma segunda abordagem."
"Eu não gosto do trabalho, não há homem que goste, mas eu gosto daquilo que há no trabalho - a chance de encontrar você mesmo. Sua própria realidade - para si próprio, e não para os outros- aquela que homem nenhum pode vir a conhecer. Eles podem apenas ver o mero show e nunca saber dizer o que ele realmente significa."
"...Não, é impossível; é impossível descrever a sensação crua de qualquer época da existência de alguém - a sensação que cria sua verdade e seu significado - em sua essência sutil e penetrante. É impossível. Vivemos da mesma maneira que sonhamos: sozinhos".