Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gigantes, furacões e moinhos de vento



Essa postagem é para o Mateus, e só para ele, que também ganhou uma postagem original há alguns dias e que provavelmente ganhará outras.

domingo, 2 de maio de 2010

A favor e contra a corrente


Hoje a titia quer contar uma história, principalmente porque não desejo esquecê-la tão cedo.
Estava estudando umas cousas ontem e acabei caindo no nome Thor Heyerdahl, que deve ter sido uma pessoa fascinante. Em 1947 ele construiu uma balsa a partir de um modelo pré-histórico e, com ela, cruzou o Pacífico porque queria provar que os primeiros polinésios poderiam ter imigrado via América do Sul - ou seja, via meio hemisfério de água - e não pela Ásia, hipótese defendida pelos arqueólogos da época. Thor começou sua expedição porque, antes, estudando o oceano da região, deduziu que as correntes do Sul favoreciam a locomoção, embora representassem uma longa jornada do Peru até a Polinésia.

Os acadêmicos ridicularizaram essa ideia e criticaram o Thor, primeiro porque ele não tinha nada que se infiltrar em arqueologia, se era um zoologista; e, segundo, porque apresentou uma teoria audaciosa ao público sem submetê-la à academia.
Daí fiquei pensando em todas as pessoas que têm algo pra dizer e não conseguem, por causa de motivos idiotas como estes. Pensei na comunidade acadêmica brasileira e no que (não) consegui fazer através dela, no quanto eu e tantos outros fomos "podados" - não que eu tenha grandes coisas a dizer, muito pelo contrário. E pensei no Thor com muito carinho, quando li algo que ele disse sobre esse meio:
"(...) me deixou a convicção de que há algo de errado na ciência. Há tanta informação hoje em dia que, para fazer qualquer progresso, você é forçado a se especializar e qualquer tentativa no sentido de condensar é impossível e depreciada, enquanto que eu sempre procurei saber como as coisas se relacionam umas com as outras. Lamento pelos milhares de jovens que são esmagados por ortodoxias científicas antes mesmo de terem uma chance de avançar em suas próprias ideias".

Será que é por isso que eu tenho tanto receio das minhas ideias? Será por isso que defender minhas ideias já não me faz tanta diferença?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Do estágio

"Considerando as experiências que já tive como professora, vejo o atual momento do Christian como extremamente precioso; são momentos assim que podem fazer uma pessoa descobrir muito sobre si mesma e sentir prazer com essa descoberta de algo que nem sabia existir dentro dela. Pedagogicamente, o entusiasmo seria o momento em que grandes feitos seriam obtidos através da dedicação e interesse que o aluno está oferecendo; é o momento em que ele se entrega totalmente, por vontade própria. Penso que o professor que não alimenta essa entrega comete um crime ideológico, pois não só desilude emoções sinceras que ele mesmo conseguiu despertar, como também acaba por conduzir este aluno a um caminho de apatia do qual será muito mais difícil retirá-lo em uma segunda abordagem."

Trecho do meu relatório de estágio deste semestre. Acho que está ruim, sei lá... não tô gostando. Quanto mais eu leio, mais eu quero escrever, mas não quero mudar aquilo que escrevi no calor da hora.

O que fica de mais um estágio em escola pública? Muito. Aluno de faculdade que volta pra casa dizendo que isso não acrescentou nada à formação dele, certamente entrou na escola decidido a enxergar nada ou faz tal afirmação para facilitar suas escolhas futuras.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Citando

Dois dos muitos momentos inspirados de Joseph Conrad, que transcrevo para compartilhar com quem estiver passando por aqui e para não esquecê-los tão cedo:

"Eu não gosto do trabalho, não há homem que goste, mas eu gosto daquilo que há no trabalho - a chance de encontrar você mesmo. Sua própria realidade - para si próprio, e não para os outros- aquela que homem nenhum pode vir a conhecer. Eles podem apenas ver o mero show e nunca saber dizer o que ele realmente significa."

"...Não, é impossível; é impossível descrever a sensação crua de qualquer época da existência de alguém - a sensação que cria sua verdade e seu significado - em sua essência sutil e penetrante. É impossível. Vivemos da mesma maneira que sonhamos: sozinhos".

E eu não acreditava que alguém usasse tanto ; e - quanto eu.

Joseph Conrad, Coração das Trevas (Heart of Darkness, no original. A tradução dos trechos acima é minha).