A análise deste movimento anti-capitalista contemporâneo está ficando mais informativa e a crítica está engrossando. Engrossando literalmente - porque até já dualizou e ganhou bate-boca entre Alan Moore e Frank Miller, autores dealgumas das hq's mais importantes dos anos 90/00.
Miller vai:
O Occupy não passa de um esforço desajeitado e de fraca expressão anárquica, conduzido por um punhado de fedelhos mimados munidos de seus iPhones ou iPads que deveriam deixar o povo trabalhar e procurar eles mesmos um emprego, porque a América está em guerra contra um inimigo impiedoso [Al-Qaeda e Islamismo]".
E Moore vem:
"Não vejo nenhum motivo para ficarmos parados, vendo o modo de vida dos nossos jovens e de nós mesmos minguando absurdamente, provavelmente pelas próximas gerações, enquanto as pessoas que nos fizeram chegar a esse ponto têm sido recompensadas por isso - elas certamente não foram punidas de nenhuma maneira, porque são grandes demais para quebrar. Penso que o movimento Occupy é, a grosso modo, o povo mostrando quem é que decide quem é grande demais para quebrar. Como anarquista, acredito que o poder deveria ser dado às pessoas cujas vidas realmente sejam afetadas. Já não faz mais sentido ter um grupo de pessoas para controlar nosso destino. Estas pessoas só detêm o poder porque são elas que controlam o dinheiro. Elas não têm autoridade moral, na verdade elas têm justamente o oposto da autoridade moral".
Pergunta: ser anarquista hoje em dia é a mesma coisa que ser anarquista nos 60? Eu vejo essa palavra e acho que expirou e que às vezes até grita vexame.
As traduções acima foram feitas por mim, a batalha completa entre os dois saiu aqui.

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