Tenho lido sobre ciberativismo e, embora ainda haja pouco estudo sobre o tema, ninguém ousa negar a força que esse tipo de manifestação pode assumir. Para reivindicações ecológicas não é tanta novidade assim (Greenpeace, Peta), mas ativismo online político e social parece que acordou há pouco tempo. Os brasileiros gostam de citar a campanha presidencial da Marina Silva como exemplo pioneiro, mas isso é extremamente módico se pensarmos na tal Primavera Árabe, que teve povo nas telas e nas ruas para depor seus governantes, e no movimento Occupy (Wall Street, Oakland, Vancouver, a reitoria da USP... opa, a USP não conta), ambos pilhados pelo Facebook, Twitter e todo tipo de organização virtual.
Claro que, ainda assim, foi preciso organização física e mobilização. O Guardian diz que por enquanto só se pode falar em potencial revolucionário; Sandor Vegh diz que é há 3 categorias para esse tipo de ativismo: conscientização/campanha, organização/mobilização e ação/reação.
O povo parece que redescobriu seu direito - ou prazer no seu direito - de cobrar satisfação do governo. Pra mim isso sempre foi dever e por esse mesmo motivo é que é tão chato. Mas a internet dá uma dimensão nova para essa luta, digamos que até glamouriza.
Dois exemplos deste ano, um bem sucedido e o outro um pouco menos:
1) As redes sociais são até 8 mil vezes mais eficientes que o Procon - aqui obviamente falando da relação povo X comércio, e como ninguém quer perder toda sua clientela com alguns míseros tuites.
2) Em maio deste ano a população de Jundiaí lotou a Câmara dos Vereadores após os mesmos aprovarem reajuste de 63% em seus salários. Eu estive lá - e muitos estudantes que se organizaram via Facebook. No mesmo dia foi solicitado que as sessões ocorressem após as 18h00, assim mais gente poderia participar e discutir as propostas ativamente. A discussão do aumento foi adiada e nunca retomada; porém, há cerca de 2 meses, os jornais locais divulgaram que as sessões noturnas seriam canceladas, porque não havia participação suficiente e cada noite custava cerca de R$3.000,00 para a cidade. É claro, eu mesma nunca mais voltei lá (mas também não pedi sessões noturnas), e duvido que qualquer um dos aposentados ou estudantes tenha voltado - pareceu mais uma flash-mob e é muito difícil saber o que faz isso ser sério e o que faz isso ser onda.
Spit on H*tler’s Grave 19.09-24.09.2025 StadtWERKSTATT,
Friedrichshain-Kreuzberg – Berlin The exhibition Spit on H*tler’s Grave –
An exhibition against the...

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