quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Já, ainda

Já é dezembro de novo, ainda não comprei presente pra ninguém, ainda não arrumei meus armários, ainda tem um monte de trabalho pra fazer e mais um monte de trabalho que apareceu e que eu fui pegando igual mulher maravilha. Mas tudo bem, ainda é dia 8.
Mesmo assim, vou perder a entrega dos presentes para as crianças da comunidade que ajudo, vou perder a Raq dançando com o Corpo de Dança e acho que vou perder (ou já perdi) a Feira do Livro da USP (que é praticamente a minha corrida de São Silvestre).
Ainda tem a confraternização do trampo, o espanhol ainda não parou, ainda tenho um curso de yoga e ainda tenho uma viagem marcada.
Dezembro pra mim é o mês fantasma, é aquele espírito que eu e alguns outros tentamos chamar numa roda obscura de pessoas que nunca sei ao certo quem são e que, quando finalmente aparece, só vem assombrar o que foi feito e o que faltou fazer nos meses vivos do ano. Eu juro que me esforço, mas em nenhum dezembro eu consigo viver direito, simplesmente porque dezembro sempre é o mês que já passou.