Longa empreitada a relação de 100 idéias verdes que a revista Criativa de outubro selecionou para humanos não ativistas, como eu e você, colocarem em prática no cotidiano e também se envolver mais com as causas ambientais - "o essencial, o radical e o que não passa de puro marketing ecológico", a capa diz.
Abrindo a reportagem, um bando de famosos aparece nu, em fotos super artísticas e que, óbvio, não chegam a mostrar nada, mas servem de arma poderosíssima para mobilizar ações em prol da natureza. Fala sério... desde quando ficar pelado numa revistinha que não vai reverter a renda para iniciativas ambientais ou de defesa dos animais representa uma ajuda ou protesto? Não sei por que ainda compro e leio essas coisas (ah, tá, é porque tinha aquela reportagem com foto sobre o Jude Law...).
De qualquer maneira, algumas dicas são importantes e fáceis de por em prática; outras merecem um pensamento mais dedicado e outras ainda estão fora de cogitação pra mim, como os absorventes íntimos laváveis.
Spit on H*tler’s Grave 19.09-24.09.2025 StadtWERKSTATT,
Friedrichshain-Kreuzberg – Berlin The exhibition Spit on H*tler’s Grave –
An exhibition against the...

9 comentários:
Olá! Não li essa reportagem na íntegra, mas acho que captei a idéia e achei interessante. Mostra um jeito para que um réles ser humano como eu possa contribuir para o meio, são coisas pequenas e de certa forma quase insignificantes, mas que ao meu ver já conta. Mesmo essas pessoas pops ficando peladas já é alguma coisa, melhor do que não fazer nada.
sexo e violencia é o que gruda.
gente pelada sempre me fez olhar.
vc tbm! tanto que a primeira coisa q vc viu foi os globais butt-naked.
mesmo que fora do contesto da materia, ate pq ficar pelado nao vai fazer as arvores pararem de ser derrubadas e o mico leao se reproduzir com mais energia e vontade.
alias essa de animal em extinção, pra mim, é a maior conversa mole do mundo. os ursos pandas nao transam pq nao querem transar, acham que o mundo eh cruel demais pra criar pequenos ursinhos pandinhas, mesmo motivo pelo qual eu tbm nao quero ter filhos.
e no fim tivemos 100 dicas e vc nao postou nenhuma. e o seu post ocupou mais um kbyte nos servidores do google, aquecendo o mercado de hardware e jogando mais 500 milhoes de toneladas de monoxido de carbono na atmosfera.
=*
pois é, Mateus, a reportagem foca bem nessa história de mudar hábitos - coisa que, convenhamos, é realmente difícil de mudar, mas muito útil, no caso ^_^
claro que gente pelada sempre me fez olhar, dynho; aliás, acho que faz todo mundo olhar. menos os índios, que já tão acostumados com nudez. e talvez alguns naturalistas.
se eu fosse um panda, ia fazer questão de não transar, ahahahah. não quero filhos pelo mesmo motivo.
as 100 dicas estão no link da postagem, ô coisa linda, pra quê entulhar o cyberespaço?
=*
Quanto à nudez alheia, nao sei se voce se lembra daquele "causo" que eu contei muito tempo atraz sobre aquela sauna na Austria? O fato é que gente pelada me faz parar o que eu estou fazendo para olhar. O problema, entretanto, é ficar pelado para os outros olharem!
Alias, acho que esse dificuldade tem um pouco a ver com a idade do sujeito, pois em Julho visitei uma praia "de gente pelada", ou seja, nao era uma praia nudista mais muitos estavam bem confortaveis com a sua nudez, e como era de se esperar, depois de tomar coragem, tirei tambem eu o calçao. Meu irmao, que alem de ser mais novo e um pouco mais sensato, nao iria despir-se por nada neste mundo naquele lugar e imediatamente se afastou de mim fingindo nao me conhecer. Enquanto empurrava o meu calçao panturrilha abaixo, me perguntei; o que diabos eu estou fazendo? A resposta a essa pergunta nao me vinha em mente, de modo que comecei a rir um pouco que espasmodicamente devido a um certo nervosismo, nao é que eu tivesse ficado pelado na frente de ninguem antes, mas ali era diferente, tinha a praia, tinha gente na praia, tinham senhoras em meio a gente que estava na praia, e ainda por cima um friozinho...
Bom, apos o impacto inicial, me dei conta que tirar a roupa foi um ato corajoso (nao que eu me desse conta do que estava fazendo na hora), pois as pessoas me olhavam e me olhavam sim! Esse papo de que em praia nudista niguem olha pra niguem é mentira! Mas nao importa, foi interessante ficar em uma posiçao de total exposiçao às criticas alheias sem possibilidade de reagir, quero dizer, se eu pudesse voltar no tempo eu o teria feito de novo (ja que dizer que eu pretendo fazer outra vez nao tem nenhuma graça pois o impacto verdadeiro é o da primeira vez)! O importante de tudo isso, em realidade, é que haviam poucas pessoas nuas da minha idade e em compensaçao, senhores com a idade do meu pai e um fisico Dionisiano alem de esbanjarem comodidade com seu aspecto fisico eram a maioria. E ao que tudo indica se entretinham olhando o horizonte de frente para o mar com as maos comodamente apoiadas na cintura. Impressionante!
ahahahahahah, esse é o Filipe! muito bom ter você aqui ^_^
na real, eu adoro o fato de você ter uma cabeça tão aberta e uma disposição tão grande em mergulhar nas culturas alheias; acho que adoro porque eu também tenho bastante disso, é muito provável que eu também tirasse a roupa num lugar desses. gosto de fazer os passeios de turista, de aprender um pouco da língua, de observar e também de fazer aquilo que o povo de determinado lugar faz. O grande barato de viver talvez seja esse: explorar todas as vidas e perspectivas a que você tem acesso.
Bom, uma "cabeça tão aberta e uma disposição tão grande em mergulhar nas culturas alheias" esta um pouco mais adiante de como eu sou de verdade, pois afinal se tratava de um lugar com uma cultura mais o menos similar à nossa, ja que somos todos "ocidentais".
Quero dizer, se eu fosse tao aberto nao seria complicado o relacionamento com meu novo companheiro de "republica", as vezes.
Por exemplo, recebemos visitas mais ou menos frequentes de colegas de universidade de diversas partes da Africa, e como é de se esperar, cada um que nos visita costuma fazer o jantar ou trazer algo para comer ou beber. Se eu devo ser sincero, as vezes me incomoda um pouco chegar em casa e sentir aquele cheiro caracteristico da cozinha Africana, além disso a sua musica nem sempre me agrada, e prefiro nao dizer nada da maneira como eles concebem a higiene. Nao estou dizendo que eles nao saibam se comportar ou que sejam uns selvagens, nao isso!
Entretanto, algo que me chamou atençao um tempo atraz é que vendo o tipo de comida que eles fazem e como a fazem, pensei em apresentar-lhes algo da cozinha italiana, pois pensava: "coitados, comem assim porque nao sabem cozinhar", mas para a minha surpresa, nao lhes agradou o "penne alla calabrese" e a "bisteca fiorentina" que eu fiz! Nesse momento me dei conta de que nao é que eles nao saibam cozinhar e o mais importante, nao é que o nosso modo ocidental de pensar seja o correto, depende do gosto do cidadao, pois dizendo a verdade seria muito facil rotula-los como uns barbaros sem cultura, mas conhecendo-os como os conheço sei que nao é verdade que eles nao tenham cultura pois qualquer um que pare para pensar um momento, compreende cedo ou tarde que nao é qualquer Queniano que pode estudar engenharia em Torino, nao é verdade?
De todas as formas, o que eu quero dizer é que em certas ocasioes o impacto cultural é verdadeiramente um impacto! Pois assim como nos quase sempre tentamos impor a nossa filosofia, algumas vezes as pessoas nao estao dispostas a aceita-la, e ai? Como é que se faz?
"coitados, comem assim porque nao sabem cozinhar", ahahahahah! é sempre nosso primeiro pensamento.
eu ia escrever alguma coisa séria, mas agora só consigo pensar no penne alla calabrese e na bisteca fiorentina, que maravilha. e que homem prendado!
Pois é, pra quem quiser ver; é o nosso primeiro pensamento mas não é belíssimo, ao contrário, é bem fundamentado na crença de que há apenas uma maneira justa de viver e que por acaso é a nossa!
Fora isso, todos esses malabarismos culinários estão em minha lista de afazeres para quando voltar ao Brasil durante as festividades de final de ano. Quem quiser que se prepare!
Duas semanas atrás vieram visitar-me minha mãe, minha tia e minha avó aqui em Turim, o escopo da viagem em teoria era fazer a "nonna" revisitar à Itália enquanto ainda é tempo. Para mim, em particular, foi muito bom viver a cidade com a minha mãe ainda que por poucos dias.
Falando nisso "viver a cidade", quem iria imaginar que um dia eu iria dizer algo assim? Talvez este cambio de ares me tenha feito bem, quem sabe? Parece que pouco a pouco estou começando a compreender que a vida não é só trabalho. E aí, será que isso é bom?
Enfim, toda essa masturbação mental veio do seguinte pensamento: "homem prendado ou 'mascalzone'" fazer um pic-nic em boa companhia em uma das colinas dos ao redores da cidade é viver a vida ou "la dolce vita"? Alguém sabe dizer?
=)
Pra mim, é viver a vida. É desfrutar de tudo o tempo todo, e não morrer de trabalhar esperando aproveitar na velhice, quando estaremos velhos, cansados e doentes. Ou não aproveitar e morrer cedo sem ter apreciado, o que é muito pior.
O triste é que, para os outros, viver a vida se tornou "la dolce vita".
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