domingo, 6 de julho de 2008

Pornalize já



Pra descontrair um pouco, de um jeito que só a internet é capaz de fazer:

Meu nome de atriz pornô seria Baby Lovedoll. Para saber o seu, clique no link para homens ou para mulheres, como desejar. ^_~

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Da Bruxaria, vulgo Manipulação


Dor. Morte. Prova surpresa. Rejeição. Depilação. Dentista. Ciúmes. Decepção. Castigo. Doença. Vestibular. Pseudointelectuais.
Poucas coisas na vida conseguem ser mais chatas do que fãs alucinados do Alan Moore. Se não acredita, comprove por si mesmo, clicando em Comunidade Orkut - Alan Moore.

domingo, 22 de junho de 2008

Morte ou Nascimento?

É simplesmente patética essa discussão que está invadindo a mídia do país sobre qual o maior escritor da literatura brasileira, Machado de Assis ou Guimarães Rosa. Começou com a FLIP 2008 prestando tributo ao centenário de morte do Machado e decidindo fazer a festa toda para ele, ano em que também ocorre o centenário de nascimento de Guimarães Rosa. Agora, a discussão virou enquete promovida pelo jornal Folha de São Paulo, com direito a uma ilustração que retrata os escritores frente a frente, vestindo luvas de boxe. Parece aquele teste personalidade que esteve na moda há algum tempo - 5 minutos adiantado ou atrasado? piercing ou tatuagem? Beatles ou Rolling Stones? Palmeiras ou Corinthians? Coca-cola ou Pepsi? (Aí também não, né? Será que alguém escolhe a Pepsi?).
E hoje, para coroar a discussão, o suplemento Mais! faz a enquete para pessoas do calibre de Antonio Candido, entre outros críticos literários, artistas, enfim, esse povo relacionado à literatura nacional. E alguns deles realmente tomam partido! E alguns deles foram meus mestres e eu os respeitava! Que vergonha.

Memórias Póstumas de Brás Cubas é, para mim, muito melhor do que Dom Casmurro, mas também gosto muito de O Alienista, uma novela quase obscura do Machado. Grande Sertão: Veredas é um monumento, mas foi Primeiras Estórias que mudou minha vida. O que estou tentando dizer é que logicamente há preferências pessoais, mas não há como medir competência, genialidade, grandiosidade. Camões não me arrepia, Pessoa sim, mas esse tipo de sentimento jamais poderia servir de resposta, se me perguntassem qual deles é o escritor mais importante da literatura portuguesa e se eu fosse uma crítica literária minimamente profissional, que compreende a relevância do trabalho de um Camões, mesmo que ele não me comova. Enquetes e discussões desse tipo são pura banalização de todo o pensamento e beleza que esses dois escritores cristalizaram na nossa literatura - e, acreditem, ser bom de verdade não é tarefa fácil.

Por que precisamos eleger um "número 1"? Por que precisamos de um Shakespeare para colocar em um pedestal? Por que há sempre alguém pedindo para escolhermos algo? Ainda estamos falando daquela história das coisas que você levaria para uma ilha deserta? Bem, sinto informar que nós já estamos em uma ilha deserta e a boa notícia é que você pôde trazer tudo aquilo que queria. A má notícia é que nesta ilha as suas coisas favoritas não conseguem te satisfazer da mesma maneira.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Silêncio

"Todas as palavras boas estão pálidas de exaustão"


Victor Shklovsky
.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hã?

Tem sido difícil escrever, não tanto por falta de tempo quanto por falta de assunto mesmo. E isso é muito mais triste.
Basicamente, só tenho lido o jornal, mas não quero vir aqui para fazer releitura de notícias, sabe? Tem muitos sites por aí que nasceram pra isso e também tem muito material repetido e desnecessário na internet, Dó Maior não precisa contribuir com esse ciclo.

***

O último filme que vi foi o novo Indiana Jones e acho que só eu e os meus amigos curtimos, ahahaha. Sei que o filme viaja forte em uns lances aí (e a deficiência na pesquisa e no respaldo geográfico são realmente toscas), mas eu particularmente gosto muito das teorias arqueológicas que justificam alguns eventos de civilizações antigas como obra conjunta de humanos e seres extraterrestres. É coisa complicada mostrar como múmias empoeiradas podem estar de mãos dadas a et's high-tech (porque pra nós, terráqueos, os et's serão sempre high-tech, seja em 1940, seja em 2008); mas já estava na hora de alguém fazer um filme que discutisse um pouco esse tema, fora do viés da ficção científica. Destaque para a atuação de John Hurt (o tirano do V de Vingança, lembram?), que rouba o filme e não divide com mais ninguém.

***

Feliz dia dos namorados para todos aqueles que estão namorando. Manter relacionamentos não é nada fácil, tenho admiração pelos casais que conseguem cultivar suas vidas, suas intimidades e suas particularidades com a pessoa que escolheram, não importa por quanto tempo.
Beijo pra você, Ricardo, foi bonito enquanto durou.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Rolês do ensino

Às vésperas de começar um novo curso de aulas particulares de inglês para um aluno, me vejo verdadeiramente entusiasmada com todas as opções e com toda a liberdade que tenho em mãos.
Primeiro porque é uma pessoa que já estudou comigo durante um tempo considerável, mas seguindo o método de uma escola que já sofreu desgaste, para ele e para mim.
Segundo porque partiremos de um estágio de aprendizado bem interessante e, assim, me sinto tentada a fazer uso de método nenhum e, ao mesmo tempo, de todos. Aulas particulares tendem a ficar cansativas mais rapidamente do que aulas em turmas; além disso, espera-se que o resultado também se manifeste mais rapidamente... enfim, a cobrança é maior, para mim.
Em contrapartida, não tenho as amarras do "livro da escola". Gosto da idéia de experimentar todas as mídias, tecnologias e individualidades na hora de estudar qualquer assunto. Gosto da idéia de fazer - ou tentar fazer - o aluno perceber que pode ser muito prazeroso decifrar um idioma que não lhe diz respeito e/ou oferece tantas dificuldades. Gosto, mais ainda, da concepção aristotélica da didática, em que as aulas não significam livros, dicionários e muitos exercícios repetitivos, podendo se resumir a passeios nos arredores da pólis:

E você achando que eu estava falando de práticas super contemporâneas.
Acima temos Aristóteles e Platão caminhando pela Escola de Atenas durante uma aula - clique aqui para ver os outros estudantes, a cantina e a quadra poliesportiva na pintura completa de Rafael Sanzio.
Ainda na página do Sanzio na Wikipedia há um link para esse mesmo quadro, mas devidamente legendado com os nomes de outros estudantes ilustres e personagens curiosas da época.
Então, querido aluno, prepare-se para caminhar.

domingo, 1 de junho de 2008

Vida (in)útil da diversão

Ontem à noite eu saí. Fazia muito tempo que não ia a uma balada e confesso que não sentia muita falta, mas estou empreendendo esforços para me animar um pouco mais.
Conversa, música, amigas, bebidas, dança; tudo bacana até lá pelo meio da noite - depois disso, tive um momento de lucidez que sempre me tira de onde estou e me bota pra ver as coisas de fora. Comecei a desconfiar de tudo, do lugar, da banda, das pessoas e me ocupei em observar a situação, da lateral do palco (espaço em que ainda dá para curtir, mas sugere que você está mais sossegado do que o pessoal do gargarejo e que ainda pode fugir).
Consegui identificar duas pessoas genuinamente felizes - ou que pelo menos me convenceram de que estavam felizes. As outras, incluindo eu, pareciam falsas como as peles que estávamos usando nos casacos; algumas tentavam rebolar mais do que as vizinhas, outras empunhavam suas garrafinhas de vodca e eu não consigo - e nem quero - ser assim.
Um casal já antigo mostra a garota pedindo um beijo ao namorado, que lhe dá um selinho. Um casal que se formou naquela noite não tem nada para dizer ou qualquer pedido pra fazer, só precisa manter o ritmo apaixonado dos beijos famintos.
Eu tento descobrir em qual ponto eu desci nessa história toda, porque eu não me sinto à vontade nem para olhar as pessoas de frente nessas festas, para não dar qualquer motivo... é como se o tempo todo eu fosse ouvir "veio aqui fazer o quê, então?" e eu me imagino uma charlatã.
Não é aquele som, não é aquela dança, não é aquela conversa, não são aqueles caras que vão contagiar minha vida e nublar todo o resto.
Pode parecer superficial dizer isso sem ter sequer conversado direito com aquelas pessoas, mas há coisas que eu simplesmente sei, só de observá-las por alguns segundos, assim como sei o que quero, quando incentivo alguém a se aproximar de mim.