terça-feira, 3 de junho de 2008

Rolês do ensino

Às vésperas de começar um novo curso de aulas particulares de inglês para um aluno, me vejo verdadeiramente entusiasmada com todas as opções e com toda a liberdade que tenho em mãos.
Primeiro porque é uma pessoa que já estudou comigo durante um tempo considerável, mas seguindo o método de uma escola que já sofreu desgaste, para ele e para mim.
Segundo porque partiremos de um estágio de aprendizado bem interessante e, assim, me sinto tentada a fazer uso de método nenhum e, ao mesmo tempo, de todos. Aulas particulares tendem a ficar cansativas mais rapidamente do que aulas em turmas; além disso, espera-se que o resultado também se manifeste mais rapidamente... enfim, a cobrança é maior, para mim.
Em contrapartida, não tenho as amarras do "livro da escola". Gosto da idéia de experimentar todas as mídias, tecnologias e individualidades na hora de estudar qualquer assunto. Gosto da idéia de fazer - ou tentar fazer - o aluno perceber que pode ser muito prazeroso decifrar um idioma que não lhe diz respeito e/ou oferece tantas dificuldades. Gosto, mais ainda, da concepção aristotélica da didática, em que as aulas não significam livros, dicionários e muitos exercícios repetitivos, podendo se resumir a passeios nos arredores da pólis:

E você achando que eu estava falando de práticas super contemporâneas.
Acima temos Aristóteles e Platão caminhando pela Escola de Atenas durante uma aula - clique aqui para ver os outros estudantes, a cantina e a quadra poliesportiva na pintura completa de Rafael Sanzio.
Ainda na página do Sanzio na Wikipedia há um link para esse mesmo quadro, mas devidamente legendado com os nomes de outros estudantes ilustres e personagens curiosas da época.
Então, querido aluno, prepare-se para caminhar.

Um comentário:

Mateus Henrique Zanelatti disse...

coragem professora, coragem...