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| Cosac&Naify, 2006. |
É mais esperado, ainda, que estes contos
tardios em sua carreira se atenham aos caracteres mais mesquinhos e
abjetos do ser humano; não há os bons, apenas os maus e os ignorantes do
grande circo conduzido pelo governo da Mãe Rússia (do Brasil? de
Lilliput? de qualquer lugar, ficcional ou não.
Não há mais humor. As cartas do final do volume ajudam a entender melhor a desilusão de Tchekhov e o cunho socialista que atribuiu a estes escritos, depois dos anos de despojo e luta no tratamento contra o cólera que assolava a Rússia de sua época. Não se encontra, entretanto, a mesma contribuição em seu prefácio, intitulado "A ficção da indiferença" - afinal, a ficção tecida nestas histórias busca justamente nos sensibilizar para o debate das ideias que Tchekhov julga primárias ao homem, e isso não tem nada de indiferente. Além do mais, despreza um bom tanto daquilo que definimos como ficção.
Não há mais humor. As cartas do final do volume ajudam a entender melhor a desilusão de Tchekhov e o cunho socialista que atribuiu a estes escritos, depois dos anos de despojo e luta no tratamento contra o cólera que assolava a Rússia de sua época. Não se encontra, entretanto, a mesma contribuição em seu prefácio, intitulado "A ficção da indiferença" - afinal, a ficção tecida nestas histórias busca justamente nos sensibilizar para o debate das ideias que Tchekhov julga primárias ao homem, e isso não tem nada de indiferente. Além do mais, despreza um bom tanto daquilo que definimos como ficção.
Não achei ruim, mas não achei incrível, talvez tenha esperado demais pra ler esse ou talvez tenha alimentado muita expectativa pelo furor que gerou quando foi lançado, blablabla.


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