sexta-feira, 30 de abril de 2010

Alice, não me mande aquela carta de amor


Um dos melhores livros de todos os tempos, bravo. Um dos melhores diretores de todos os tempos, bravo. Um filme que não se decide e, por isso, não se define. Eu, crítica do universo e da razão.
Piores coisas do filme:
- A música dos créditos finais, constrangedora;
- Momentos Nárnia;
- Momentos Harry Potter;
- Efeito demais, roteiro de menos;
- Alice criança ignorada; personagens que não crescem, nem cativam.

Melhores coisas do filme:
- O figurino da Colleen, sempre;
- A Rainha de Copas;
- A voz do adorado Alan Rickman na lagarta;
- O coelho branco, lindo nos trajes reais;
- As caras de nojo da Anne Hathaway.

E menção honrosa à Lebre de Março, a única que tem o pique do livro - alucinada!

Até acho interessante, apesar de óbvia, a ideia de que Alice desça a seu inconsciente, buscando lembranças e loucuras como se descesse pela toca do coelho, mesmo depois de adulta, com problemas diferentes. Acho bacana quando o filme tenta se libertar do livro em que se baseia, mas nesse caso se libertou tanto que não sobrou espaço para paixão.

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