terça-feira, 27 de abril de 2010

Azedume noturno

Tá, eu sei que tá tudo indo bem, que a vida parece querer levantar voo outra vez e eu realmente não devo fazer isso, mas a mágoa que tô sentindo agora é tão grande, que me estraga todo o resto.
Me incomoda profundamente a ideia de que consigo ver quase tudo e quase todos com perspectiva, menos a minha própria vida. Não consigo entender nada do que me acontece no momento em que acontece, tampouco consigo imaginar como veria essa situação se pensasse em termos futuros. Por causa disso, eu só vou saber se exagerei, se errei, se tinha ou não razão e se tomei a atitude certa num momento em que não poderei fazer mais nada, a não ser me arrepender.
É como a Jennifer Garner no "De repente 30", com a diferença de que ela tinha aquela purpurina mágica que lhe permitia fazer o que quisesse com o passado dela e consertar tudo. Eu só tenho eu mesma e, quando me ponho a pensar nessas coisas, tenho que vir pro blog abandonado (ou criar um novo, como já aconteceu) e escrever tudo, do contrário não há o que me faça parar de me autoflagelar.

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