quarta-feira, 23 de abril de 2008

Insensível

Tá certo, o terremoto no Brasil, então. Não senti nada e duvido que alguém, aqui em Jundiaí, tenha sentido.
Lá pelas 9h30, hoje, no trampo:
Bella: - Mas algum de vocês sentiu alguma coisa?
R.: - Ô! O L. mora em Campinas e tava falando agora pra gente... foi até que feio o negócio.
C.: - Eu tava na cozinha e meu filho veio me chamar, dizendo que a estante da sala tava se mexendo sozinha.
Bella: - Mas foi mais ou menos em que hora que isso aconteceu?
R.: - Umas nove da noite...
C.: - Oito e quarenta...
R.: - Na hora eu não percebi, mas depois que começaram a falar, eu lembro de ter sentido uma tontura mais ou menos nesse horário.
Bella: - Gente, eu não vi nada se mexer, nem senti nada. Nessa hora eu tava no sofá da sala e...
P.: - Eu senti um tremor, mas não sei muito bem se foi do terremoto ou de outra coisa que eu tava fazendo...
(as iniciais também foram trocadas, para preservar a identidade das pessoas, etc, etc...)
A conversa se estendeu por um tempo razoável e eu queria me lembrar das aulas de física, para saber se morando em um lugar alto minhas chances de sentir abalos sísmicos são maiores ou menores. Vi, nos jornais daqui, fotos de criancinhas chorando, assustadas, mas não consigo me convencer - tremor, pra mim, é estar no viaduto (ou "complexo viário", como eles gostam de chamar) de Várzea Paulista às 18h00, repleto de carros se espremendo em uma estrutura que a qualquer momento vai arriar.

3 comentários:

Mateus Henrique Zanelatti disse...

Uma vez o Andrezão caiu na escola, lá na época do colégio. Foi a única vez que eu senti o chão tremer...

lucasg disse...

Nas festas juninas ainda se solta um rojão chamado "treme-terra". Ele é muito mais potente do que o suposto terremoto tupiniquim...

ps: seus colegas de trabalho sabem desse blog ?

bella ferraro disse...

ahahahah, o mateus é muito perverso.
nunca ouvi falar desse treme-terra, mas se tem uma coisa que me dá um baita medo é rojão.