quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Coelho, Joyce, Welsh

Quem tá acompanhando a polêmica Paulo Coelho X James Joyce? Já rendeu críticas impiedosas desde que o mago definiu Ulysses como um livro que, despido de todo seu exercício de estilo, não seria mais do que um tweet. Ainda por cima, detonou a complexidade vista na estética modernista, dizendo que moderno é ele, "porque faço o difícil parecer simples e, assim, me comunico com o mundo inteiro". 


Não tiro o mérito dele em se comunicar com o mundo inteiro, mas argumentar que Ulysses é prejudicial à literatura pelo simples fato de que "faz com que escritores queiram impressionar outros escritores" deveria ofender publicamente todo o público do Paulo Coelho. Primeiro porque com essa declaração ele deixa claro que seus leitores o são porque seus livros são fáceis e processados para que seu público os entendam. Segundo, são livros que não se preocupam com a forma, o que é condição essencial para que se faça a literatura propriamente dita (e todo o mais é autoajuda). Terceiro, e último, porque ignora a dimensão artística que a literatura deve ter ao menos a pretensão de buscar. 



Muita gente de calibre já criticou Ulysses. De acordo com o Guardian, Roddy Doyle já disse que o romance  seria melhor se tivesse passado pelo crivo de um bom editor e que duvida que as pessoas que o colocam entre os dez melhores livros já escritos tenham realmente se emocionado com ele. 



O que eu sei é o seguinte: Joyce pega um dia na vida de Leopold Bloom em Dublin, matéria bruta e comum a todo ser humano, e transforma isso em um calhamaço de 265.000 palavras. É assim que artistas retiram a obviedade daquilo que é cotidiano e comum a todos (e, por isso, a obra de arte nos une e nos diz respeito) e criam algo novo para esse conteúdo bruto, apenas concebendo uma nova forma para falar sobre esse "tweet". No caso do Joyce, a forma escolhida foi um trabalho profundo de escrita, com estruturação cuidadosa do romance, fluxo de consciência e prosa experimental que mistura piadas, paródias, alusões e jogos de palavras. Além do paralelo óbvio com o Ulisses de Homero, marco inaugural da literatura Ocidental, agora revisto sob a perspectiva do Modernismo, quando todas as possibilidades e experimentações com a linguagem já pareciam esgotadas e precisavam de reciclagem. 



Então, se a arte não puder fazer isso por nós, minha gente, é melhor que o mundo acabe agora, sem mais delongas e sem angústias adicionais. E não há motivos para a escrita se isentar de seu papel artístico, porque de vampiros, revelações espirituais e 50 tons de cinza já estamos muito bem servidos, obrigada.



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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Valentia virtual

Achei tão bom esse texto da Julia Petit que fui obrigada a ligar: http://juliapetit.com.br/colunas/julia-petit/a-furia-2/

Já faz uns anos que parei de ler comentários na internet, só me fazem doer o fígado e perder a fé na humanidade.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Em construção

Ocupada - mas bastante empolgada - com meu novo blog, ainda em construção, mas já blogando a pleno vapor. Estou mendigando sugestões e todo tipo de palpites - sobre o título, cores, conteúdo, layout, idioma, etc. Fiz uma foto linda pra colocar de capa, só que o espaço dado pelo blog fez com que ela ficasse toda torta, sempre tem alguma coisa puxando nossas pernas :)
Então vai lá e tenha a bondade de me dizer o que acha: http://isabellaferraroblog.wordpress.com

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Diário de viagem

Não, eu não moraria em Amsterdã, mas Edimburgo me deixa tentada e em Londres eu moraria com certeza, mesmo não me dando bem com frio, mesmo não tendo um café decente pra tomar, mesmo não amando a farofa às margens do Tâmisa e mesmo levando rasteiras em libra esterlina. Podia ser só por um ano, podia ser qualquer quartinho, desde que eu pudesse ir até o trabalho de metrô e desde que eu fosse obrigada a passar pela estação de Baker Street todos os dias. Londres, pra mim, é a resposta para todos os momentos em que eu não sei o que fazer da vida. 


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Férias

Neste exato momento enfrento aquele misto de preguiça e angústia de ter que fazer as malas.

Volto em maio.

Ou em junho, porque tô estudando pra Cambridge e vocês sabem como sou nerd.

Cuidem-se, beijos. Não deixem de passar aqui de vez em quando e deixar recadinhos, adoro recadinhos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Momento divulgação

Atentem para os links novos (ou nem tanto) de amigos que realmente blogam e que são realmente amigos, e não aquela simples bobagem de "blogs amigos" que trocam selinhos, visitas e recordes entre si. Tanto é que são apenas 3 links.

domingo, 15 de abril de 2012

Volver a los 17

Passei o final de semana inteiro estudando, fazendo pesquisa e intercalando saidinhas rápidas à noite. Não fazia isso desde a época do vestibular.



Se eu achei ruim? Não, em nenhum momento vi motivo pra reclamar, nunca achei que estudar era ruim de verdade, fazer a prática acontecer é que pode ser desconcertantemente ruim e pode te fazer esquecer de você mesmo e de todo o resto.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Verão

Meu momento favorito do domingo é te encontrar na mesa do café ainda de pijama e descabelado. Tudo o que fazemos é trocar uns grunhidos enquanto nenhum de nós ainda se animou a falar. A tv geralmente tá ligada e quando ouvimos algum apresentador imbecil, ou bufamos ou rimos seco, com as bocas fechadas. Dividíamos a faca da manteiga, na época em que você ainda comia manteiga, mas nossa constante é o deboche e a tiração de sarro com a tv, com nós mesmos, com a vida. Você dá risada de todas as besteiras que eu falo e daí eu desato a falar mais besteira ainda, terminamos as frases um do outro desde crianças, citamos diálogos inteiros de filmes e a razão de repetirmos tanto as mesmas piadas internas é porque elas estão pra nós, hoje, como antes estavam os filmes que alugávamos mil vezes na locadora. 
Às vezes parece que nunca vai acabar e seria daquelas coisas que eu não ligaria se nunca acabasse. Quando éramos crianças eu costumava pensar se depois de "adultos" ainda seríamos felizes um com o outro, acho que somos ainda mais e isso me dá uma certa angústia - sabemos que não será pra sempre e que não será sempre desse jeito, mas, como acontece com tudo o que amo, é simples assim: não consigo parar.

Feliz aniversário, Ivan Ferraro!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pina

Tô doente e não dá pra fazer nada direito, muito menos pensar ou escrever. Uma pena, pois já faz vários dias que quero falar sobre o Pina. Quer você goste de dança ou não, isso é o de menos; Pina é tido como o primeiro filme 'de arte' feito para o 3D  e os professores de educação artística deveriam incluir esse documentário em todos os seus cursos.
Fosse apenas um passeio pelas obras da Pina Bausch, já estaríamos bem; mas o fato de ser um doc dirigido pelo Wim Wenders faz cada coreografia multiplicar seus significados, porque o cara propõe os cenários mais pertinentes e sabe exatamente onde colocar a câmera.
Pina é brutal e um bocado sombrio. Há vários momentos célebres - o cara dançando no cânion me dá vontade de levantar da poltrona e gritar -, mas o que mais me comove é o registro da 'Sagração'. Duvido que alguém faça melhor captura da expressão de temor da bailarina, antecipando seu estupro (no 1'30 do trailer). Assistam, façavor.


terça-feira, 27 de março de 2012

Sem que eu quisesse ou não quisesse

Sim, eu sei que tem aquela fase na vida em que o único heterônimo do Pessoa pra você é o Álvaro de Campos; pra mim foi na adolescência que o Álvaro surtiu efeito, ele dava voz a toda a urgência, inconformismo, desilusão com a vida - drama, drama, drama! -, eram dele todos os poemas que eu queria ter escrito e ainda tinha o fato de ele ser engenheiro (hihihi, referência interna).

Hoje em dia, entretanto, ninguém me supre tanto quanto o Alberto Caeiro. Sem estudo, sem cultura, sem convívio social, poeta sensorial e instintivo, mestre dos demais e do próprio Pessoa. Gosto porque me lembra a poesia oriental dos haikais e porque cada poema veicula uma ou poucas imagens, que são um misto de exercício e desafio para quem lê, primeiro como forma de despir tudo o que é calculado, construído e rimado na estrutura de um poema para, em seguida, revelar metapoesia (no conceito não-aristotélico do Pessoa). Pra mim é matéria pura e arte primitiva, como a dança ou a música, praticamente um culto pagão, que só existe porque antes existiu uma necessidade íntima. Ricardo Reis celebra a obra de Caeiro dizendo "O Grande Pã renasceu!" e não acredito que algo além disso precise ser dito ou expresse melhor o que Caeiro representa. 
















Minha edição é da Companhia de Bolso - mais barata e com páginas menos delicadas do que as da versão luxo da Nova Fronteira. Tem que ser chumbo grosso pra quem dorme lendo, carrega livro na bolsa e ainda marca a página com o óculos. E-book pra poesia ainda não dá.

domingo, 18 de março de 2012

Communication breakdown

Ontem vi "O Artista" pela segunda vez. Apesar de toda a atenção que o filme já recebeu e sei lá quantos prêmios, eu tenho que recomendá-lo.
Não é uma ficção muda, porque cada atuação e cada registro escrito do filme gritam a realidade do cinema e dos Estados Unidos (anos 20 e 30, quebra da Bolsa, etc) em alto e bom som nos ouvidos de quem assiste. Clichês sem fim, todos eles reunidos; e muitas, muitas  mensagens subliminares e de duplo sentido (uma das minhas favoritas: "Geroge, we need to talk").  
Não é uma história sobre o vencedor, e sim sobre o vencido. "Cantando na chuva" já tinha discutido o momento da transição dos dos filmes mudos para os falados, mas só mostrou os atores que conseguiram se adaptar ao novo formato; como ficou a vida dos atores que foram pra sarjeta porque não conseguiram ou porque se recusaram a alterar sua arte? Legal alguém ter olhado para o outro lado, né?
Não é um filme, é uma crítica com o roteiro mais sólido dos últimos tempos. Para além do caráter artesanal, por que alguém faria um filme mudo e p&b hoje, se temos técnicas tão celebradas de som e 3D? É isso o que "O Artista" pergunta e responde. E o irônico é que ele tem muito a dizer.  
 
Afinal, como uma mensagem pode ser transmitida? Palavras a fazem mais efetiva? É possível que o silêncio consiga expressar mais do que a fala? O silêncio potencializa a arte? 

 
Só tenho certeza de que o p&b potencializa a beleza e a sensualidade de tudo nessa vida, porque a fotografia deste filme é um show à parte. Outra certeza é que a atuação do cachorro não só é extremamente simbólica como faz toda a diferença no filme e na ideia de (in) comunicabilidade que ele discute - o cachorrinho é a única personagem do filme que não tem os canais de comunicação entupidos.

Dialética da vida, pode ser que apenas no silêncio surja a necessidade real de falar. Em 2012, "podemos não falar o que queremos, mas certamente a gente só escuta o que quer", como tuitou Laerte Coutinho. Em meio a muitos que falam muito sem dizer nada e quando quase tudo o que se fala pode ser mal-interpretado, gerar processo e até cadeia, repensar as barreiras comunicativas e sonoras foi uma das maiores sacadas d' "O Artista", já que outra oposição assombrosa é esta que te faz entender melhor o presente quando você olha pro passado.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Razão e Negação

-... o que eu tô tentando dizer é que as pessoas costumam falar "é melhor nem pensar duas vezes", mas na verdade elas só falam isso da boca pra fora. Eu acho que tinha que estar claro pra todo mundo que tem hora que o cérebro não consegue ajudar em nada, pelo contrário, se você tentar seguir tua razão, procurar um sentido ou ficar arrumando justificativas, teu cérebro só vai te atrapalhar.
- É, eu também acho. Ficou automático demais analisar e calcular emoções, ninguém mais dá importância para o instinto. Quando dá, é 'instinto' na acepção do pessoal de rh.
- Ahahah, verdade! Você sabe que o que eu mais gosto de ver na tv é programa de bicho, né? Por esse mesmo motivo. O cordeirinho tá lá, de boa, bebendo no riacho, comendo capim, cuidando das suas necessidades básicas; de repente vem o leão pra jantar alguém, que pode ser o cordeirinho em questão ou alguém do grupo dele. O cordeirinho sabe que tá lá pra ser comido e, se não for dessa vez, um minuto depois de o leão sumir o cordeirinho vai voltar pro capim, como se nada tivesse acontecido. Até a fome de todo mundo voltar e tudo se repetir.
- Pro ser humano voltar a ser passivo desse jeito, só se os dinossauros voltassem a existir. A gente civilizou demais e passou a se dar mais importância do que deveria. 
- Pois é, mas por quê? O homem continua sendo animal e, mesmo quando admite isso, parece querer negar, ou simplesmente não consegue perceber que as coisas que o movem de verdade são os mesmos fatores crus da natureza selvagem. Quando eu tô em crise eu tenho que ir pra frente da tv e assistir programa de bicho. Tá tudo ali.

sábado, 10 de março de 2012

A cidade e a serra

Sobre a permissão/suspensão de empreendimentos na Serra do Japi, acho legal ler aqui, depois aqui e seguir @votojundiai

E fique de olho. E fale com todos. E, por via das dúvidas, faça uma oração sincera para a tchurma que comanda e decide, afinal, o que pode dar errado em 5 anos?

Eu, o cara


Às vezes eu prefiro cortar a conversa e patir logo para a ação. Você prefere ir com mais calma, mas ficar no vácuo me deixa doente, se eu começar a roer as unhas e morder os lábios você vai passar o resto da noite me abraçando e fazendo tudo pra me sossegar. Você não esquece nenhuma data e é mais atencioso do que eu jamais conseguirei ser. Eu mudo de humor em um piscar de olhos, você pergunta o que foi, eu digo que não foi nada, você sabe que às vezes eu sou o cara.


domingo, 4 de março de 2012

A cidade e o cinema

2 de agosto de 1935 - Realizava-se no palco do Polytheama o Primeiro Desfile de Modas de Me. Genny, apresentado pelo transformista Haymond, que também imitou as mais célebres cantoras e estrelas do cinema da época. 

18 de setembro de 1927 - Funcionavam na cidade ininterruptamente durante toda a semana os seguintes cinemas: Polytheama, com 3000 lugares; Cine Teatro Rio Branco, 800 lugares; Ideal Cinema, 1000 lugares e o República, na Vila Arens, com 1800 lugares. 

O que aconteceu? Por que hoje temos que ir ao shopping toda vez que queremos ir ao cinema? E por que não temos mais transformistas se apresentando no Poly? Jundiaí era muito mais descolada quando ainda era província.

*

Enquanto isso, na Pinacoteca, tem o grafite de Alex Vallauri durante o mês de março, mas ainda não consegui conferir. Espero estar errada, mas parece que a exposição se resume a uma única tela e parece, ainda, que eles vêm expondo uma única obra de um único artista a cada mês. O que, pra mim, não faz o menor sentido.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pergunte aos astros

Momentos de desafio surgirão, libriana, e é nessas horas que as qualidades pessoais são testadas e as lições, aprendidas. Hobbies e interesses pessoais poderão ser a grande fonte de satisfação para a nativa de cão em 2012, romances podem exigir entendimento mútuo, abandone a ideia de que existe apenas um homem ideal para você, pergunte ao seu namorado o que ele acha disso, pergunte ao seu ex como foi a vida dele ao seu lado, pergunte a si mesma quantas pessoas realmente conseguem te aturar e pergunte a todos se é plausível fazer apenas o que te dá na telha sem se preocupar com mais ninguém.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Coisas que acontecem

A flor roxa quem me deu foi um velhinho chamado Lula, quando passei em frente à casa de repouso onde ele mora, hoje cedo. Eu tava do outro lado da rua e ele me chamou. Eu fui até lá e ele me estendeu a florzinha. Eu agradeci e disse que roxo é a cor que eu mais gosto. Ele me contou uma piada e eu dei risada. Eu perguntei se ele estava bem, ele disse que sim. Ele pediu pra eu ir lá visitá-lo mais vezes e eu disse que irei. Eu beijei a mão dele e ele beijou a minha. Nos despedimos e levei um minuto procurando meu rumo de novo, duvidando de tudo o que já aconteceu na minha vida.

Tem coisas que você não acredita que acontecem.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Segue o jogo

 
Foi um alívio enorme pensar que já tinha acabado, que eu já tava fora do jogo e podia seguir em frente sem ter que deslizar em outro palco, mas alguém apareceu do nada e me chamou, dizendo ainda não. Fique e dê o que for possível.

Mesmo assim, vai faltar ar, vai faltar impulso e costela, vai faltar língua, suor e saliva, o giro não vai ser completo -  eu achei que tava livre disso tudo e que tinha finalmente encontrado o eixo, mas mais uma vez gritei isso muito cedo.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Papudos de Jundiahy

"Devo também notar que o bocio, infelizmente tão comum em certas partes da província de São Paulo, ainda o é mais talvez em Jundiahy e seus arredores e que os habitantes desta cidade são appelidados de papudos de Jundiahy.  Como observaram muito em Spix e Martius, essa doença não é no Brasil acompanhada do completo hebetismo que caracterisa os papudos dos valles da Suissa, e se os de certos pontos da Província de São Paulo, como por exemplo os que habitam entre Hytú e Itapeva são apathicos e pouco inteligentes, seus vizinhos não papudos não são mais inteligentes, nem mais activos".   Saint Hilaire, São Paulo nos tempos coloniaes. Sultana - 3/7/1935.     
Bastou corrigir a dosagem de iodo na rede de distribuição da água e os papudos deixaram de existir por completo na nossa cidade. (?)

Se também houvesse iodo pra pouca inteligência, estaríamos bem. 

    

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Prelúdio

Sting e Alessandra, Bach e balé! Ótimo trabalho de pés, locação liiiiiinda e de quebra o Sting mostrando suas habilidades no yoga, já que pra ele o prelúdio no violão não é difícil o suficiente. Não preciso de muito mais numa manhã em que acordei tarde e fiquei tomando café por tempo indeterminado, até um horário aceitável.

Bom Carnaval e não se acabem, é possível se divertir sem amnésia.