terça-feira, 6 de julho de 2010

Golpe de realidade

Nada do que você disse antes faz sentido agora.

Tudo o que dissemos se tornou vazio quando esse lobo apareceu e tirou, de mim e de tantos outros, pedaços inestimáveis de coração, fígado e pulmão.

Em marcha imprecisa, a invasão e o roubo, do topo da América ao meio do Oriente, espalhados em tempestade de areia. Tão camuflados que duvidamos da ameaça, tão longínquos que duvidamos da dor.

Analisáveis até nos arranquem um pedaço; traiçoeiros como tudo o que está muito perto de não acontecer.

3 comentários:

bella ferraro disse...

Que comentário generoso, Marcos, principalmente na menção ao Caetano (ahahahah...), nenhum filósofo mereceria tanto.

Prosa com certeza é. Se pra você, possivelmente o último dos grandes poetas brasileiros, é também poética, não ouso querer mais nada. Valeu! (Ou não ^_^)

bella ferraro disse...

Que comentário generoso, Marcos, principalmente na menção ao Caetano (ahahahah...), nenhum filósofo mereceria tanto.

Prosa com certeza é. Se pra você, possivelmente o último dos grandes poetas brasileiros, é também poética, não ouso querer mais nada. Valeu! (Ou não ^_^)

Mateus Henrique Zanelatti disse...

Golpe de ilusão

Tudo do que você disse antes faz sentido agora.

Tudo que dissemos se tornou sólido como uma rocha, quando esse tigre apareceu e matou o lobo que existia dentro de nós, reconstruindo nossos corações, fígados e pulmões.

Em marcha tão precisa, ignoramos a invasão e o roubo, passamos por cima de tudo, do topo da América ao meio do Oriente, levantando tempestades de areia. De cabeça aos céus e peito aberto, confrontamos com a dor e ameaça.

Confiáveis mesmo que nos arranquem pedaços e pedaços; sólidos, duros e inquebráveis, como toda a ilusão a nossa volta, como tudo que desejamos que vai acontecer.