Como naquela história conhecida, alguém me estendeu as duas mãos; em uma delas havia dinheiro, na outra havia feijões mágicos - eu escolhi os feijões, mas felizmente eu não tinha irmãos doentes em casa, esperando o dinheiro para comprar remédio. Porém, todas as vezes em que esse "alguém" aparece, eu escolho os feijões mágicos. Ou então, diante de uma bifurcação de trilhas, escolho a menos utilizada.
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Pedi exoneração do meu cargo público para fazer uma nova tentativa na área que estudei. Desisti de um bom salário, em um lugar bacana, do lado da minha casa e que não me faz trabalhar de sábado - enfim, um lugar onde eu passaria minha vida inteira facilmente - para aceitar uma oportunidade que me dá mais incertezas do que certezas, mas em Humanas, que me dá prazer e decepciona ao mesmo tempo. Tudo porque eu não quero trabalhar só por dinheiro. Porque eu não consigo gostar de rotinas administrativas. Porque eu não me vejo capaz de orçar materiais para a diretoria de uma instituição e voltar para casa feliz por causa disso, certa de estar contribuindo com a vida de outras pessoas.
Billy Idol, "Dancing with myself"
Estou morrendo de medo e o pior é que minha família me apóia tanto, em qualquer decisão, que fico totalmente sem graça. Temos condomínio, transporte, alimentação, as despesas de sempre, mas eles confiam em mim de verdade. Assim, não me resta escolha senão plantar logo esse pé de feijão, driblar o gigante e trazer a galinha de ouro para a grande área.
Poxa, eu já fiz isso antes, não sei por que dessa vez tô com todo esse chilique. Sim, dói, cansa, esgota e eu nunca vou curtir essas fases, mas agora preciso me obrigar a pensar que a vida se torna revigorante depois que a mudança em si acontece, seja isso verdade ou não.
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Já chega. Por ora, vou fazer aquilo que sempre faço quando estou angustiada ou preocupada: cozinhar. E talvez pensar se foi mesmo útil as mulheres lutarem tanto para sair da cozinha, ainda mais propagando umas frases de mau gosto, na minha opinião:

3 comentários:
::)
ai, as vezes vc fala umas coisas q dao medo. tomara q nenhuma feminista louca venha aqui ler, tem pessoas que acham q vc fala a serio mesmo essas coisas sobre os direitos da mulher.
mas acho q vc foi corajosa em largar tudo, de boa, tem muita gente q quer mudar a vida, fica reclamando, mas nao consegue fazer escolhas.
ah, vc nao ta dançando sozinha, to contigo! ;-)
Mas quem disse que eu não tô falando sério?
^_~
Cat, obrigada pelo apoio, de verdade. Você é uma querida.
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